Quando os nossos olhos se cruzaram pela primeira vez, nunca imaginei que esse fugaz encontro me deixasse tão profundamente marcada.
Se não vivesse para conhecer outro dia, já teria conhecido sentimento tão alucinante e intenso como o que senti.
Tudo começou com uma inocente troca de olhares e algumas palavras, mas desde aí os nossos
olhares não mais se conseguiram afastar.
Infelizmente tudo não passou de uma nova sensação, pois nenhum de nós conseguiu passar da empatia à acção.
Seguiste os meus passos de longe e a troca de olhares que valiam mais que mil palavras, continuou.
Pelas tuas feições sempre pensei que serias árabe e que apanharias o próximo avião para Marraquesh, mas ironia do Destino vim mais tarde a descobrir que eras tão português quanto eu.
Ainda me cumprimentaste quando me viste de novo, o que eu retribuí e ainda trocamos novamente uns quantos olhares intensamente.
Mas infelizmente quis o Destino que nenhum de nós tivesse a coragem para desenvolver a conversa
horas atrás iniciada e tudo não passou de uma feliz ilusão.
Ainda me lançaste um último olhar como que a me dar um ultimato para falar contigo e trocar números de telemóvel, mas eu congelei e não emiti uma única palavra, o que levou a terminar
aquela troca de palavras mudas.
Soube naquela dia o que era me apaixonar à primeira vista, algo que em toda a minha vida nunca
me tinha acontecido antes.
Infelizmente terei de esquecer que alguma vez te conheci e abafar este sentimento tão intenso.
Nunca mais te irei ver, pois só se o Destino nos voltar a juntar novamente, isso irá acontecer.
Fiquei impressionada como alguém que apenas conheci durante algumas breves horas, me fez sentir algo tão intensamente, algo mais forte que muitas outras relações que tive, me proporcionaram.
Não sei o que é que tinhas de diferente de todos os outros, mas o que é certo é que me fizeste sentir apenas com o teu olhar e magnetismo, algo que me marcou para sempre.
Obrigado por me teres feito sentir viva e desejada, e apesar de ter sido algo tão fugaz, sei que talvez não me esqueças tão depressa.
Se existem as tais almas gémeas, talvez fosses a minha, e eu te tenha deixado escapar. Mas como diz o ditado: "O que é nosso está guardado."e se nos tivermos de voltar a encontrar por ironias do Destino, sei que toda aquela chama apagada a algum custo, se irá reacender e arder como um ninho de uma Phoenix.
Bem, se tiver de ser, até um dia!
Blog dedicado ao gosto que tenho por escrever. Se há coisa que me acalma é poder exprimir através de palavras, tudo o que me vai na alma. E como cada vez mais há um desapego pela práctica de bem escrever, acho por bem valorizar a escrita e toda a sua forma de expressão.
terça-feira, 8 de dezembro de 2015
Psicho
Foi num sábado frio e preguiçoso que me contactaste pela primeira vez.
Sem saber inocentemente que eras uma criatura sem coração e com verdadeiros requintes de malvadez, fui-me deixando lentamente enredar na tua teia.
Começaste com falinhas mansas e uma história de vida deveras triste, tudo para me envolver e derreter o coração, história essa que nunca chegarei a saber se era verdadeira ou se apenas invenções da tua mente psicótica.
Os dias passaram e sem que me apercebesse, tinhas entrado na minha vida de rompante como um trovão numa noite de tempestade...
Já sentia falta das conversas que tinha contigo e que todos os dias alimentavas como se alimenta um fogo com lenha.
Sem que nada o fizesse prever tendo em conta o desenrolar favorável dos acontecimentos, desapareceste sem deixar rasto.
Sem uma palavra de despedida, sem uma explicação...
Apenas desapareceste.
Não sei o que te lava ou levou a agir de tal forma.
Não fui eu que te procurei mas sim tu...
O que me deixa mais indignada e cheia de perguntas sem resposta, que talvez nunca irão ser respondidas.
Tudo me leva a crer pela tua atitude egoísta e psicótica, que não és uma pessoa equilibrada.
Só espero para teu bem que o Karma nunca te faça uma surpresa e sejas vítima da tua própria armadilha.
Reencontro
Ainda parece que foi ontem que os nossos olhares e lábios se cruzaram pela ultima vez...
Mas já la vão longos meses sem que nos tenhamos voltado a entregar à chama ardente da paixão que nos consome como que uma folha de papel a arder no lânguido fogo de uma lareira.
Se tudo correr bem voltaremos a sentir essa mesma chama se reacender como uma Phoenix que se ateia em chamas.
Voltaremos a nos envolver como se fossemos um só num vaivém incessante de paixão.
Os teus olhos voltarão a fitar os meus como da última vez.
As tuas mãos voltarão a percorrer preguiçosamente o meu corpo levando-me ao êxtase da luxúria.
Por fim, atingiremos em conjunto o Nirvana e seremos um só.
Voltaremos a nos amar como da última vez e como se fosse a última vez.
Até que nos voltemos a encontrar.
Mas já la vão longos meses sem que nos tenhamos voltado a entregar à chama ardente da paixão que nos consome como que uma folha de papel a arder no lânguido fogo de uma lareira.
Se tudo correr bem voltaremos a sentir essa mesma chama se reacender como uma Phoenix que se ateia em chamas.
Voltaremos a nos envolver como se fossemos um só num vaivém incessante de paixão.
Os teus olhos voltarão a fitar os meus como da última vez.
As tuas mãos voltarão a percorrer preguiçosamente o meu corpo levando-me ao êxtase da luxúria.
Por fim, atingiremos em conjunto o Nirvana e seremos um só.
Voltaremos a nos amar como da última vez e como se fosse a última vez.
Até que nos voltemos a encontrar.
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